Depois de terem sido contadas as histórias dos Quilombos e da chegada dos holandeses por aqui, venho lhes contar como os holandeses se consolidaram e decaíram.
Conquistado Pernambuco, para os holandeses era questão de tempo invadir o resto do Brasil. Enquanto isso, tinham que gerir o território. Para isso, só em 1637, cinco anos depois da tomada do território, é que o Conde Mauritz von Nassav-Siegen, conhecido aqui como Maurício de Nassau foi enviado pela Companhia das Índias Ocidentais na qualidade de Governador do Brasil Holandês.
Antes dele, os comerciantes estavam insatisfeitos com as condições impostas pelos gestores anteriores, bem como os gestores anteriores estavam insatisfeitos com os "calotes" dos comerciantes. De um lado havia empréstimos a juros altos; do outro, inexistência de mercado interno.
Nassau veio e mudou muita coisa: passou a tratar diretamente com os comerciantes das dívidas, perdoando muitas delas, e, implantou a primeira experiência de laicidade no Brasil, ou seja, deu liberdade ampla de culto das religiões. A liberdade de culto foi tão ampla que, aqui em Recife, foi criada a primeira sinagoga judaica das Américas.
Com isso, Nassau queria ser popular e conquistar a confiança da população. E estava conseguindo. Os comerciantes e os judeus (e os judeus comerciantes) o adoravam. Só faltava carisma das classes mais baixas. E, para isso, anunciou o dia em que o boi ia voar. Essa história todo mundo conhece.
Nassau também trouxe para Recife os maiores artistas europeus da época, para retratar e documentar a vida recifense. Franz Proust e Ekhout são os mais conhecidos. Essa nova fase da vida urbana de Recife teve efeitos práticos, simples e complexos. O maior deles foi a mudança do nome da cidade para Mauricéia.
Mas a história não é tão boa assim. Insatisfeita (arretada) com os perdões das dívidas dos comerciantes (o que levava a constantes prejuízos), a Companhia das Índias Ocidentais se viu obrigada a demitir Nassau, colocando um impopular que passou a cobrar tudo, até as dívidas perdoadas pelo antigo gestor. E aí o que era bom (o "domínio" holandês), passou a ser ruim, passando-se a se tramar a expulsão dos holandeses e a restauração do domínio português.
O que nos livros de história está escrito como Restauração Pernambucana, é, na verdade, Restauração Portuguesa. Com o fim da União Ibérica (Portugal e Espanha sob o controle do mesmo rei), Portugal procurou voltar a ter controle sobre suas colônias perdidas e abandonadas pela União Ibérica. Juntou-se isso a insatisfação dos comerciantes de Pernambuco.
A primeira batalha ocorreu no Monte das Tabocas (hoje município de Vitória de Santo Antão), em 03 de agosto de 1645, onde 1.200 homens, 200 armas de fogo, foices, paus tostados, chuços e flechas lutaram contra 1.900 holandeses fortemente armados, equipados e adestrados.
Em 24 de abril de 1646, ocorreu a batalha de Tejucupapo, onde as mulheres dos senhores de engenho pegaram em armas e expulsaram os holandeses da região, deixando-os sem mantimentos.
Em 19 de abril de 1648, ocorreu a primeira batalha dos Guararapes, onde hoje é o Parque Histórico Nacional dos Guararapes, sob controle do Exército. Um ano depois veio a segunda batalha. Os "nacionais" venceram as duas, enclaurusando os "invasores" no Recife até 1654.
Após 62 horas de negociação, foi assinada a rendinção incondicional na Campina da Taborda, fazendo os "invasores" entregarem as 73 chaves da cidade Mauricéia, hoje Recife.
Com a volta do Estado português e da Igreja Católica, os judeus fugiram para o norte e fundaram uma pequena cidade, Nova Armstedã, hoje Nova Iorque.
Duas questões que devem ser levantadas. A primeira é que é na Restauração Pernambucana que nasce o sentimento de nação. Lutaram os mazombos (filhos de portugueses nascidos no Brasil), índios nativos e negros, por um objetivo comum: lutar pela liberdade (isso sem contar a participação feminina).
A segunda é que é na Restauração que surge a estruturação de uma força armada brasileira. Não é à toa que o Exército controla a área do Monte dos Guararapes, bem como se diz que "a Pátria nasceu aqui", slogan da cidade de Jaboatão dos Guararapes.
Na luta contra os holandeses ficaram os alicerces das revoluções posteriores, como a Revoluão de 1817 e a Confederação do Equador (que eu ainda vou explicar aqui). Por causa disso, tanto João VI como Dom Pedro I, não viam com simpatia os pernambucanos, politizados e prontos para lutar pela liberdade e por uma república que sequer suspeitavam.
Um espaço para todas as vertentes de Esquerda: do Exército Branco ao Exército Vermelho; do Menchevismo ao Bolchevismo; do Leninismo ao Trotskismo e ao Stalinismo; da Centro-Esquerda a Extrema-Esquerda.
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quarta-feira, 8 de abril de 2009
quarta-feira, 5 de março de 2008
Conquista da Nova Holanda - I
Pernambuco era uma das únicas duas capitanias que deram certo no Brasil Português (a outra capitania era São Vicente). Pernambuco era o trem do Brasil, e o açúcar era o combustível (coisa que Lula fará voltar). A Holanda financiava a produção açucareira e distribuía o produto na Europa. Assim, os burgueses holandeses, prósperos, ocupavam um lugar de destaque nos negócios europeus.
Nessa época, a Holanda era uma possessão espanhola, deixada como herança por Carlos V a seu filho Filipe II. Mas, não era nada boa a relação entre os dois lados, espanhóis e holandeses. Além da dominação física e econômica, o protestantismo calvinista praticado pelos holandeses entrava em choque constante com o catolicismo do rei. Assim, o estopim para uma separação foi o aumento dos impostos cobrados aos comerciantes locais. Em 1566 foi iniciado um movimento contra a dominação espanhola, vindo a se concretizar a separação em 1581.
Enquanto isso, em Portugal o trono ficava vago. Dom Sebastião morre e sobe ao trono seu tio-avô, o cardeal Dom Henrique, que morre dois anos depois sem deixar herdeiros. A falta de sucessores leva Filipe II (aquele mesmo, lá de cima) a se proclamar rei de Portugal, sob a alegação de ser neto de Dom Manuel, rei português à época do Descobrimento do Brasil. Formava-se, assim, a União Ibérica. O Brasil, agora, era assunto espanhol.
Já no início do século seguinte, os Países Baixos tornaram-se a maior potencial comercial da Europa, com uma frota mercantil extraordinária, responsável pela redistribuição dos produtos coloniais. Em 1609 foi assinada uma trégua política com a Espanha, facilitando ainda mais seu crescimento.
Vendo o sucesso da Companhia das Índias Orientais, os holandeses decidem criar a Companhia das Índias Ocidentais, visando (é claro!) o Brasil, pois era daqui que precedia o açúcar distribuído por eles. Fracassaram na primeira tentativa de invasão, pela Bahia. Então, voltam a atenção ao núcleo da produção, a capitania Pernambuco.
Ora... não foi díficil a invasão por Pernambuco. Foi em 14 de fevereiro de 1630, pela praia de Pau Amarelo, ao norte de Olinda, comandada pelo almirante Lonk. Começava, então, uma guerra que duraria 24 anos, podendo ser dividida em três fases: conquista (1630-1637); administração (1637-1642); e, insurreição (1642-1654).
Logo após ter invadido, os holandeses de imediato se dirigiram ao sul, visando atacar as cidades de Olinda e Recife. Consolidado na região, Weerdenburch, o comandante holandês, incendiou parte de Olinda para ter controle sobre um território menor, principalmente por causa do porto da cidade, de onde receberia alimentos e reforços.
Em 1631, iniciaram o ataque a Itamaracá, além de Weerdenburch, os generais von Schkoppe e Artichofsky. Entre os que cerraram fileiras no Arraial se encontravam Martim Soares Moreno, Luiz Barbalho, o índio Antonio Felipe Camarão e o negro Henrique Dias.
1632 foi decisivo para os holandeses, pois foi o ano em que chegou reforços para as esquadras holandesas, e ocorreu a deserção de Domingos Fernandes Calabar, um dos mais capazes capitães de Matias de Albuquerque, donatário de Pernambuco. Calabar passou a colaborar com os flamengos, influindo em grandes vitórias. Aí, eu abro um parênteses. Os historiadores o tratam como traidor da causa nacional. Mas, que causa nacional? Causa nacional portuguesa?! Eu me alio a corrente de historiadores que defendem a posição de Calabar. Ele, se vendo diante da dupla ação, continuar seu país colônia portuguesa ou tornar-se colônia holandesa, preferiu a segunda opção. Hoje, a história é contada por um lado explicitamente português, tratando Calabar como traidor.
Também em 1632 veio para cá dois altos conselheiros para implantar uma administração que maximizasse a exploração da colônia e organizasse o território, que ia se expandindo. A resistência pernambucana ia desmoronando, caindo o Arraial do Bom Jesus (aproximadamente onde é hoje o bairro de Casa Forte, no Recife) e o Cabo de Santo Agostinho, onde se situava o porto (de Suape) por onde os lusos-brasileiros se abasteciam desde a queda de Recife.
Matias de Albuquerque se retirou para o sul, em direção ao São Francisco. Os indígenas fugiram para o interior, voltando a se estabelecer nas suas tribos e nações. Os negros organizaram-se em quilombos, onde voltavam a viver à maneira africana. O mais famoso quilombo, o de Palmares, subsistiu à dominação holandesa e resistiu por mais de seis décadas às investidas que lhe foram feitas.
Fonte: http://www.memorialpernambuco.com.br/memorial/paginas/historia/112batalha_dos_guararapes_2.htm
Sobre a fama de Calabar: http://www.memorialpernambuco.com.br/memorial/paginas/historia/112batalha_dos_guararapes_4.htm
Recado: Nas próximas postagens, eu falarei sobre a Administração Holandesa e a Restauração Pernambucana.
Nessa época, a Holanda era uma possessão espanhola, deixada como herança por Carlos V a seu filho Filipe II. Mas, não era nada boa a relação entre os dois lados, espanhóis e holandeses. Além da dominação física e econômica, o protestantismo calvinista praticado pelos holandeses entrava em choque constante com o catolicismo do rei. Assim, o estopim para uma separação foi o aumento dos impostos cobrados aos comerciantes locais. Em 1566 foi iniciado um movimento contra a dominação espanhola, vindo a se concretizar a separação em 1581.
Enquanto isso, em Portugal o trono ficava vago. Dom Sebastião morre e sobe ao trono seu tio-avô, o cardeal Dom Henrique, que morre dois anos depois sem deixar herdeiros. A falta de sucessores leva Filipe II (aquele mesmo, lá de cima) a se proclamar rei de Portugal, sob a alegação de ser neto de Dom Manuel, rei português à época do Descobrimento do Brasil. Formava-se, assim, a União Ibérica. O Brasil, agora, era assunto espanhol.
Já no início do século seguinte, os Países Baixos tornaram-se a maior potencial comercial da Europa, com uma frota mercantil extraordinária, responsável pela redistribuição dos produtos coloniais. Em 1609 foi assinada uma trégua política com a Espanha, facilitando ainda mais seu crescimento.
Vendo o sucesso da Companhia das Índias Orientais, os holandeses decidem criar a Companhia das Índias Ocidentais, visando (é claro!) o Brasil, pois era daqui que precedia o açúcar distribuído por eles. Fracassaram na primeira tentativa de invasão, pela Bahia. Então, voltam a atenção ao núcleo da produção, a capitania Pernambuco.
Ora... não foi díficil a invasão por Pernambuco. Foi em 14 de fevereiro de 1630, pela praia de Pau Amarelo, ao norte de Olinda, comandada pelo almirante Lonk. Começava, então, uma guerra que duraria 24 anos, podendo ser dividida em três fases: conquista (1630-1637); administração (1637-1642); e, insurreição (1642-1654).
Logo após ter invadido, os holandeses de imediato se dirigiram ao sul, visando atacar as cidades de Olinda e Recife. Consolidado na região, Weerdenburch, o comandante holandês, incendiou parte de Olinda para ter controle sobre um território menor, principalmente por causa do porto da cidade, de onde receberia alimentos e reforços.
Em 1631, iniciaram o ataque a Itamaracá, além de Weerdenburch, os generais von Schkoppe e Artichofsky. Entre os que cerraram fileiras no Arraial se encontravam Martim Soares Moreno, Luiz Barbalho, o índio Antonio Felipe Camarão e o negro Henrique Dias.
1632 foi decisivo para os holandeses, pois foi o ano em que chegou reforços para as esquadras holandesas, e ocorreu a deserção de Domingos Fernandes Calabar, um dos mais capazes capitães de Matias de Albuquerque, donatário de Pernambuco. Calabar passou a colaborar com os flamengos, influindo em grandes vitórias. Aí, eu abro um parênteses. Os historiadores o tratam como traidor da causa nacional. Mas, que causa nacional? Causa nacional portuguesa?! Eu me alio a corrente de historiadores que defendem a posição de Calabar. Ele, se vendo diante da dupla ação, continuar seu país colônia portuguesa ou tornar-se colônia holandesa, preferiu a segunda opção. Hoje, a história é contada por um lado explicitamente português, tratando Calabar como traidor.
Também em 1632 veio para cá dois altos conselheiros para implantar uma administração que maximizasse a exploração da colônia e organizasse o território, que ia se expandindo. A resistência pernambucana ia desmoronando, caindo o Arraial do Bom Jesus (aproximadamente onde é hoje o bairro de Casa Forte, no Recife) e o Cabo de Santo Agostinho, onde se situava o porto (de Suape) por onde os lusos-brasileiros se abasteciam desde a queda de Recife.
Matias de Albuquerque se retirou para o sul, em direção ao São Francisco. Os indígenas fugiram para o interior, voltando a se estabelecer nas suas tribos e nações. Os negros organizaram-se em quilombos, onde voltavam a viver à maneira africana. O mais famoso quilombo, o de Palmares, subsistiu à dominação holandesa e resistiu por mais de seis décadas às investidas que lhe foram feitas.
Fonte: http://www.memorialpernambuco.com.br/memorial/paginas/historia/112batalha_dos_guararapes_2.htm
Sobre a fama de Calabar: http://www.memorialpernambuco.com.br/memorial/paginas/historia/112batalha_dos_guararapes_4.htm
Recado: Nas próximas postagens, eu falarei sobre a Administração Holandesa e a Restauração Pernambucana.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Quilombo dos Palmares
Todo mundo conhece as histórias de resistência dos quilombos, no período colonial do Brasil. Mas, vamos voltar às lições de história.
Os quilombos, como definiam os portugueses à época, eram toda habitação de negros fugitivos que passassem de cinco, em parte despovoada, ainda que não haja ranchos levantados nem se achem pilões nela. Assim, não precisava levantar muros para se considerar quilombo; somente precisava do elemento subjetivo (escravos fugitivos) e elemento objetivo (mais de cinco em parte despovoada).
Era uma reprodução do confronto que havia entre os colonos senhores de engenho e representantes do governo português. Certamente que, com o pacto colonial, imposto à força, só podiam vender para a metrópole portuguesa, além de exorbitantemente taxado. Da mesma forma que os colonos queriam se ver livres do governo português, os escravos queriam se ver livres dos senhores de engenho.
De forma que raramente se ouvia falar notícias de um quilombo, era mais comum ouvir falar do Quilombo dos Palmares. Representavam para os escravos, além da liberdade, um resgate da vida que levavam na sua terra-mãe, a África. Dentre os trabalhadores, havia lavradores, criadores e artesãos.
O militarismo fazia parte do cotidiano dos quilombos, com o propósito de defesa dos constantes ataques de forças contratadas pelos donos de terras. Nos quilombos maiores construíam-se fortificações, de forma a organizar a defesa e um possível contra-ataque. Faz parte da história os contos acerca do Quilombo de Palmares e sua organização militar mais estruturada dentre todos. A força era tanta que, em 1678, as autoridades portuguesas foram obrigadas a receber uma delegação palmarina com honras de embaixada.
Para derrotar o Quilombo dos Palmares, foram necessárias 17 expedições, sendo a décima sétima comandada por Domingos Jorge Velho.
E o Pernambuco Clássico com isso? Tudo. Naquele tempo, Pernambuco teve três dos principais quilombos: Andaraí, Xique-Xique e Palmares. Hoje, Palmares está compreendido no território do estado de Alagoas.
E o Brasil de hoje com estas revoltas? Os descendentes de quilombolas requerem, junto ao Governo Federal, a propriedade das terras em que estão. Além do mais, os quilombos estão incluídos no programa “Territórios da Cidadania”, que compreenderá ações conjuntas de 15 Ministérios no sentido de dar condições dignas de vida: educação, saúde, eletricidade, água, etc.
Os quilombos, como definiam os portugueses à época, eram toda habitação de negros fugitivos que passassem de cinco, em parte despovoada, ainda que não haja ranchos levantados nem se achem pilões nela. Assim, não precisava levantar muros para se considerar quilombo; somente precisava do elemento subjetivo (escravos fugitivos) e elemento objetivo (mais de cinco em parte despovoada).
Era uma reprodução do confronto que havia entre os colonos senhores de engenho e representantes do governo português. Certamente que, com o pacto colonial, imposto à força, só podiam vender para a metrópole portuguesa, além de exorbitantemente taxado. Da mesma forma que os colonos queriam se ver livres do governo português, os escravos queriam se ver livres dos senhores de engenho.
De forma que raramente se ouvia falar notícias de um quilombo, era mais comum ouvir falar do Quilombo dos Palmares. Representavam para os escravos, além da liberdade, um resgate da vida que levavam na sua terra-mãe, a África. Dentre os trabalhadores, havia lavradores, criadores e artesãos.
O militarismo fazia parte do cotidiano dos quilombos, com o propósito de defesa dos constantes ataques de forças contratadas pelos donos de terras. Nos quilombos maiores construíam-se fortificações, de forma a organizar a defesa e um possível contra-ataque. Faz parte da história os contos acerca do Quilombo de Palmares e sua organização militar mais estruturada dentre todos. A força era tanta que, em 1678, as autoridades portuguesas foram obrigadas a receber uma delegação palmarina com honras de embaixada.
Para derrotar o Quilombo dos Palmares, foram necessárias 17 expedições, sendo a décima sétima comandada por Domingos Jorge Velho.
E o Pernambuco Clássico com isso? Tudo. Naquele tempo, Pernambuco teve três dos principais quilombos: Andaraí, Xique-Xique e Palmares. Hoje, Palmares está compreendido no território do estado de Alagoas.
E o Brasil de hoje com estas revoltas? Os descendentes de quilombolas requerem, junto ao Governo Federal, a propriedade das terras em que estão. Além do mais, os quilombos estão incluídos no programa “Territórios da Cidadania”, que compreenderá ações conjuntas de 15 Ministérios no sentido de dar condições dignas de vida: educação, saúde, eletricidade, água, etc.
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