segunda-feira, 2 de março de 2009

"Ditabranda"

Em repúdio ao termo utilizado pelo jornal "Folha de São Paulo" em editorial criticando o governo de Chávez, e que compara a "ditadura" do mesmo com a nossa "ditabranda" de 1964, este blogue apóia e divulga o Ato de Repúdio e Protesto que ocorrerá dia 7 de março, às 10:00 da manhã, em frente àquele jornalão, na Rua Barão de Limeira, no Centro de Sâo Paulo. Mais informações no blogue http://edu.guim.blog.uol.com.br/ , do ativista Eduardo Guimarães, que está coordenando a ação.
Quanto ao termo, não preciso nem comentar, né?! Repugnante! Eu queria, mas duvido qualquer dia, ver a manifestação dos pigueiros Reinaldo Azevedo e Diogo Mainardi sobre o termo.

Veja como as coisas são diferentes. Na Inglaterra, uma menina de 11 anos está sendo chamada de "a jovem Picasso da arte de rua" ( http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u510302.shtml ). Enquanto isso, em São Paulo, uma grafiteira de mais idade foi considerada criminosa por ter preenchido o "vazio conceitual" contido nas paredes da Bienal ( http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u505370.shtml ). E ainda é chamada de pichadora pelo FSP. MANIQUEÍSMO PURO!

"Com R$48 mi [milhões] em caixa, obra anti-enchente fica no papel em Sâo Paulo" ( http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u510658.shtml ). Precisa dizer mais nada, né?! É como se eu tivesse R$1.000,00 na poupança reservado para o conserto de uma goteira no teto e deixasse lá parado, só pra ficar rendendo.
Detalhe: isso, desde 1995, quando o dinheiro foi reservado por lei. Aí vem o parágrafo que diz: "Para especialistas, o paradoxo de ter dinheiro em caixa e não conseguir realizar obras indica que a prefeitura enfrenta problemas de gestão com as operações urbanas. Alguns deles dizem que é um "absurdo" o dinheiro das operações ficar parado quando a cidade precisa de obras." Ressalte-se: problemas de gestão.
Aí vem o outro lado: "Em nota, o secretário de Infraestrutura Urbana e Obras da prefeitura, Marcelo Cardinale Branco, diz que não existe "dificuldade em gastar o dinheiro das operações urbanas". De acordo com ele, "boas intervenções precisam de um bom projeto e é o que estamos fazendo"." 13 ANOS E NÃO HOUVE UM PROJETO?!
Sabiam que isso pode ter como consequência um processo? Se a Justiça considerar esse projeto essencial, como educação e saúde, pode haver responsabilização por omissão.

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